
1€ (gratuito ao domingo)
3ª a 6ª: 10h00-13h00 e 15h00-18h00
Sábados, domingos e feriados: 15h00-18h00
Telas de Matosinhos Séc. XIX –XX do acervo de arte da autarquia
Urbevoluções é uma exposição composta exclusivamente pela coleção municipal e apresenta telas que retratam paisagem e figuras, testemunhas das profundas transformações ocorridas nas zonas ribeirinhas de Matosinhos e Leça da Palmeira, desde o final do século XIX até à segunda metade do século XX. A mostra convida o público a uma viagem no tempo, permitindo, através de mais de duas dezenas de obras observar as mudanças paisagísticas, demográficas, económicas e sociais do território.
Concebida pela primeira vez há 15 anos, Urbevoluções marcou a reabertura do Museu Quinta de Santiago em 2009, após dois anos de encerramento para obras de restauro. Agora, em 2024, a exposição ocupa o piso nobre da Casa dos Santiago, trazendo de volta telas que refletem as transformações da paisagem ribeirinha ao longo de várias décadas. A montagem renovada reforça a missão do museu, de preservar e divulgar a memória histórica de Matosinhos e Leça da Palmeira através da arte. Além das obras expostas, o Museu aposta na participação do público, com uma ambiência sonora que evoca as zonas ribeirinhas e questões interativas ao longo do percurso, incentivando reflexões sobre o passado e suas ligações com o presente e o futuro.
Antes e depois do Porto de Leixões
A mais radical transformação das paisagens de Leça e Matosinhos deu-se com a construção do Porto de Leixões, projeto do Engº Nogueira Soares, iniciado a 13 de julho de 1884. A instalação do maior porto artificial do país à época constitui o eixo central da narrativa de Urbevoluções, conduzindo o visitante pelas transformações de uma paisagem que passou de bucólica e ribeirinha a um centro industrial e urbano, através do olhar de artistas como Agostinho Salgado (1905-1967), António Carneiro (1872-1930), Aurélia de Sousa (1866-1922), Joaquim Lopes (1886-1956) e Augusto Gomes (1910-1976).
Neste sentido, a mostra traça um arco temporal que se inicia com as paisagens desaparecidas da foz e do estuário do rio Leça, incluindo pontes que hoje já não existem. Ao longo do percurso, o visitante acompanha as profundas transformações nas zonas ribeirinhas e costeiras de Matosinhos e Leça da Palmeira, impactadas pela construção do Porto de Leixões, e o desenvolvimento da indústria conserveira a partir de 1899. O ambiente portuário e a industrialização são explorados em telas que capturam o movimento nas docas e as mudanças urbanas da região.
A vida marítima é outro tema central, com obras que retratam pescadores, peixeiras e antigos ofícios relacionados ao rio. Essas peças evidenciam tanto a vitalidade quanto os riscos do trabalho ligado ao mar.
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